Roberto Schmidt de Almeida

A necessidade de cartografação do território brasileiro para servir de base ao processo estatístico, tanto no que tangia ao planejamento e execução da coleta de dados, quanto na sua apresentação ao público via tabelas e mapas, foi perfeitamente percebida desde o início dos anos 30 por Mário Augusto Teixeira de Freitas, que a incluiu em seu projeto denominado Algumas Novas Diretivas para o Desenvolvimento da Estatística Brasileira que deveria ser apresentado na 1a Conferência Nacional de Estatística convocada para 12 de outubro de 1930 e que foi cancelada em virtude do golpe militar conhecido por Revolução de 1930, que iniciou a primeira fase do governo de Getúlio Vargas.

Com a consolidação da estrutura administrativa do governo federal nos primeiros anos da década de 30, as propostas de Teixeira de Freitas foram totalmente acolhidas, e com isso, gradativamente formou-se um sistema estatístico / cartográfico / geográfico que começou a ser montado em 1933 com a constituição da Comissão Inter-Ministerial encarregada da elaboração desse sistema. O primeiro órgão a ser criado foi o Instituto Nacional de Estatística em 1934 e instalado em 29 de maio de 1936 (data em que se comemora o dia do estatístico e do geógrafo), em 24 de março de 1937 foi instituído o Conselho Brasileiro de Geografia, incorporado ao Instituto Nacional de Estatística e também autorizando sua adesão à União Geográfica Internacional (UGI). Essas duas estruturas técnicas, em 26 de janeiro de 1938, passaram a ter a denominação única de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE organizadas em dois conselhos distintos o de estatística e o de geografia.

A contratação, pelo IBGE, do matemático Arylio Hugueney de Mattos, então professor da Universidade do Brasil, para coordenar os trabalhos de Geodésia e Cartografia do território brasileiro foi o marco inicial no processo, que culminou na primeira estruturação cartográfica do país, em nível municipal, a partir da campanha das coordenadas geográficas de todas as cidades brasileiras para fins de mapeamento visando a organização do Censo de 1940.

Uma das mais importantes medidas tomadas pela Assembléia Geral do Conselho Nacional de Estatística reunida em 1937 foi uma solicitação ao seu recém-instituído coirmão CNG para a organização de um Atlas Geográfico Brasileiro, aproveitando subsídios cartográficos gerados pela campanha censitária de 1940. No âmbito do próprio Conselho Nacional de Geografia, também foram decididas resoluções de âmbito cartográfico que envolvia a representação mais precisa do território brasileiro, como por exemplo, a que iniciava a reatualização do conjunto de cartas na escala de 1:1.000.000 denominado “Carta Geográfica do Brasil ao Milionésimo”, determinação da União Geográfica Internacional aos seus membros, datada do final do século XIX, trabalho que havia sido iniciado em 1922 pelo Clube de Engenharia.

Os trabalhos de sistematização cartográfica com vistas à estruturação de vários tipos de Atlas tiveram, além das atribuições normais do CNG, também demandas específicas originadas na Comissão Estatística Nacional (CEN) de 1938, que organizou o planejamento do censo de 1940. A principal delas foi a solicitação de um Atlas Estatístico Corográfico Municipal, fruto do material compilado dos mapas municipais enviados ao IBGE por força do Decreto Lei 311 de 02/03/1938, também conhecida por Lei Geográfica do Estado Novo que determinava o mapeamento de todos os municípios do Brasil sob normas organizadas pelo IBGE, que teria a guarda de uma cópia desse mapa municipal e que aprovaria tecnicamente a divisão em distritos, a separação entre área urbana e rural e acompanharia a toponímia apresentada, cuidando para que não houvesse superposições de denominação entre municípios e distritos.

Fase das Expedições de Reconhecimento do Território e da Apresentação dos Resultados das Pesquisas nas Tertúlias Geográficas

Os primeiros anos de consolidação do IBGE caracterizaram-se por uma intensa atividade de mapeamento do território e de estudos localizados de inúmeras áreas consideradas como relevantes para a pesquisa geográfica. O fórum oficial de discussão dessas pesquisas centrava-se nas Tertúlias Geográficas realizadas na sede do CNG.entre os anos de 1942 a 1947. As Tertúlias Geográficas eram reuniões técnicas semanais e seções públicas mensais para abordar questões sobre os principais problemas geográficos levantados em expedições de reconhecimento do território.

O objetivo dessas reuniões, além de servirem como um verdadeiro curso de conhecimento geográfico para o público que comparecia às tertúlias era o de sistematizar dados para o Atlas Corográfico definido pela Comissão Estatística Nacional (CEN). Os resultados das reuniões eram publicados no Boletim Geográfico. Everardo Backheuser (1943) publicou nesse periódico uma análise dessas tertúlias, explicando seus objetivos e resultados.

O mapeamento geralmente apresentado nestas reuniões era composto de cartas topográficas de detalhe, não havendo ainda por parte do IBGE uma política de divulgação cartográfica mais ampla. Projeto que só vai tomar consistência na segunda metade dos anos 40.

Fase da Publicação dos Atlas Especializados e dos Atlas Geográficos de Abrangência Nacional

No contexto das publicações de atlas no IBGE, a segunda metade da década de 40 foi marcada pela apresentação de atlas especializados, com ênfase nos de meteorologia histórica, organizados pelo climatólogo Adalberto Serra (1946 e 1948). Esses atlas cobriram os anos entre 1873 a 1934 mapeando informações sobre temperatura, pressão e precipitação pluviométrica.

Também nesse período, foram realizados trabalhos de campo objetivando a coleta de dados para a organização de um Atlas Geral da Colonização do Brasil organizado por Leo Waibel.

A década de 50 foi o período de apresentação ao público brasileiro, dos resultados dos estudos geográficos e cartográficos empreendidos durante a década anterior. Os exemplos mais significativos desses resultados podem ser apreciados na monumental coleção da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (1958) e no Atlas do Brasil (1959) com mapas de escala variada, com uma versão em forma de livro com 132p.

Na década de 60 foi editado o Atlas Nacional do Brasil (1966), em folhas soltas que podiam ser adquiridas individualmente ou toda a coleção, acrescida de capa dura com as folhas fixadas por parafusos. As escalas de apresentação variavam entre 1: 12.500.000 e 1: 32.000.000 e no verso de cada folha havia um texto explicativo relacionado ao tema. Esses temas eram escritos pelos melhores pesquisadores do IBGE em suas especialidades e serviram de referência às diversas matérias do ensino superior nas melhores universidades brasileiras. Esse projeto foi considerado uma referência em termos de divulgação cartográfica e garantiu ao ensino superior de Geografia da década de 60, uma base de informações sobre o território brasileiro de altíssima qualidade.

Na área de ensino básico e de segundo grau, a coleção Atlas Geográfico Escolar, resultante de um longo convênio entre o Ministério da Educação (Fundação de Assistência ao Estudante FAE) e o IBGE, iniciado no final dos anos 60 e foi editada por vários anos, sendo que a última edição data de 2007 com uma edição multimídia.

No campo das relações internacionais, as pesquisas dos professores Delgado de Carvalho e Therezinha de Castro sobre aspectos geográficos dos países do globo, que eram publicadas em forma de separata na Revista Brasileira de Geografia foram reunidas no Atlas de Relações Internacionais editado em 1960.

As informações relativas ao censo industrial de 1960, acrescidas de dados recolhidos a partir de 1959, foram representadas cartograficamente no Atlas Censitário Industrial do Brasil de 1960.

Fase dos Mapas Estaduais e Regionais

Entre a segunda metade da década de 60 e década de 80, convênios entre o IBGE e alguns governos estaduais foram celebrados objetivando a organização de atlas estaduais. A maioria deles contemplando unidades federadas da região norte e nordeste (Amapá, 1966), (Ceará e Rondônia, 1973), Roraima (1981) e (Maranhão, 1984), muito embora em 1958, um relacionamento técnico entre o CNG representado pelo geógrafo Carlos Augusto Figueiredo Monteiro e o governo de Santa Catarina tenha gerado um Atlas Geográfico desse estado.

Em 1985 foi publicado o primeiro atlas regional do Nordeste brasileiro em convênio com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e que fazia parte da coleção Atlas Nacional do Brasil. Seu título é Atlas Nacional do Brasil – Região Nordeste (1985). Foi um projeto demorado em termos de publicação e que não gerou continuidade para as outras regiões brasileiras.

A Década de 1990

A década de 1990 caracterizou-se pela transição tecnológica no que se refere a suportes de apresentação (mídias), iniciando um gradativo processo de transferência da impressão em papel para suportes magnético-óticos (disquetes, CD-ROM e DVD) além da possibilidade de disponibilização na rede Internet.

Em 1992 foi editado o Atlas Nacional do Brasil com dados referentes às modificações ocorridas na década de 80, em virtude da grande procura, foi feita uma reimpressão em 1996. Alguns textos explicativos referentes a assuntos importantes tratados por este atlas foram publicados em volume especial do Caderno de Geociências do IBGE. Em 2000 o ANB foi editado em papel e em 2005 foi feita uma edição digital em DVD.

Foi, sem dúvida, o projeto mais bem elaborado por uma equipe de Geografia do IBGE. Sua concepção teórica foi motivo de um artigo na Revista Brasileira de Geografia e seus autores foram os que coordenaram toda execução do Atlas (Nimer, O’Neil e Correa 1988).

O final do século XX e início do XXI mostrou uma grande transformação na apresentação das representações cartográficas, sendo projetados novos atlas em mídias digitais. Um de abrangência nacional com ênfase em questões ambientais, levando-se em conta a experiência acumulada em projetos integrados de diagnósticos sócio-ambientais que foram demandados por várias instâncias governamentais. Planejou-se também uma modificação da coleção de atlas escolares incorporando, na medida do possível, novos suportes magnético-óticos, além da inserção na rede Internet dessas informações para o público escolar.

O Final do Século XX e a Primeira Década do século XXI

As transformações tecnológicas resultantes da informatização e o advento da Internet fez com que os produtos cartográficos do IBGE acompanhassem essas alterações, oferecendo produtos de alta qualidade, com um amplo leque de conteúdos, e com uma relação custo-benefício cada vez melhor. Iniciou-se com as apresentações em CD-ROM, evoluiu para o DVD e, atualmente, algumas das informações do IBGE (ex. base de informações municipais) já estão vinculadas ao sistema Google Earth.

Segue uma cronologia dos principais atlas do IBGE nos últimos anos do século XX e nos primeiros do século XXI.

Atlas de Roraima.  1981. 44 p., mapas color., il.

Contém mapas e textos explicativos, abordando os seguintes aspectos: divisão político-administrativa; recursos naturais; população; ocupação do território; atividades primárias e dos setores industrial e comercial; projetos do governo; transporte e comunicação; educação; saúde e núcleos urbanos. Apresenta uma síntese estadual das informações. A publicação resulta de convênio entre o IBGE e o governo do estado de Roraima.

Atlas Geográfico Escolar.  1983. 113 p., mapas color., il.

Publicação resultante de convênio entre o IBGE e o Ministério da Educação, iniciado nos anos 60 e que continua até hoje. É orientado para a segunda fase do Primeiro Grau (quinta a oitava series) e ao segundo grau, cobrindo a cartografia brasileira e internacional.

Atlas do Maranhão.  1984. 104 p., mapas color., il.

Apresenta mapas e textos explicativos, abordando os seguintes aspectos: divisão político-administrativa; recursos naturais e suas potencialidades; clima; população; atividades primárias e dos setores industrial e comercial; energia; transporte e comunicação; educação; saúde e organização regional. A publicação resulta de convênio entre o IBGE e o governo do estado do Maranhão.

Atlas Nacional do Brasil – Região Nordeste.  1985. 1 v., mapas color., il.

Apresenta mapas e textos explicativos, abordando os seguintes aspectos: divisão político-administrativa; recursos naturais e suas potencialidades; população; atividades primárias e dos setores industrial e comercial; energia e transporte; saúde; educação; organização regional, entre outros. A publicação resulta de convênio entre o IBGE e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE.

Atlas Geográfico.  3. ed. 1986. 114 p., mapas color., il.

Apresenta mapas do mundo, dos continentes, do Brasil e grandes regiões com informações sobre o quadro físico e político, recursos naturais, clima, população, agricultura e indústria, entre outras. Inclui ainda, relação de abreviaturas de termos genéricos e siglas, bem como a relação dos nomes geográficos utilizados. A publicação resulta de convênio entre o IBGE e a Fundação de Assistência ao Estudante-FAE.

Atlas Nacional do Brasil.  1992. 1v.(várias paginações), mapas color.

Foi o segundo grande projeto de divulgação de informações cartográficas (o primeiro foi na década de 1960) visando o público de nível superior (estudantes universitários, pesquisadores e tomadores de decisões). Seu grande defeito foi não acompanhar o formato de folhas soltas, com textos explicativos, que garantiu o sucesso da versão dos anos 60. O grande tamanho e, consequentemente o alto preço do produto, prejudicou sobremaneira suas primeiras edições. Problema só resolvido quando a mídia passou a ser digital (2005).

Atlas Nacional do Brasil.  1996. 1v. (várias paginações), mapas color.

Atlas Nacional do Brasil.  3. ed. 2000. 263 p., mapas color., il.

Reúne informações geográficas, cartográficas e estatísticas, em mais de 180 pranchas, abordando os seguintes temas: geopolítica mundial; configuração política do espaço brasileiro; geografia ambiental; desmatamento e alterações do balanço hídrico da Bacia Amazônica; dinâmica da população brasileira; mudanças no espaço econômico; reestruturação do espaço agrário; questão urbana; perfil da saúde e da educação e redes geográficas. Os mapas e tabelas são acompanhados de textos, preparados por especialistas de cada área estudada, que analisam as diversidades do País.

Atlas Geográfico Escolar.  2002. 200 p., il.

Dirigido aos estudantes do ensino fundamental e médio. Inclui bibliografia, glossário e índice.

Atlas do Censo Demográfico 2000.  2003. 127 p., mapas color., il.

Reúne um conjunto de mapas que ilustra, de forma sintética, a inserção do Brasil no mundo, a divisão político-administrativa do País, a dinâmica e mobilidade espacial da população, o processo de urbanização, as condições habitacionais dos domicílios e o perfil cultural e socioeconômico da população, ampliando a análise dos contrastes demográficos e das desigualdades sociais e regionais enfocadas nos volumes de resultados já divulgados do Censo Demográfico 2000. Essas informações, articuladas em níveis geográficos diversos – unidade da federação, município, setor censitário e bacia hidrográfica – são enriquecidas com textos analíticos, gráficos, tabelas e imagens, que evidenciam as especificidades regionais observadas. A publicação inclui um glossário com a conceituação utilizada.

Atlas de Saneamento 2003. 151 p. mapas color., il.

Reúne informações da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000 e do Censo Demográfico 2000, ambas do IBGE, e de fontes provenientes de outras instituições, enfocando a distribuição espacial, qualidade e eficiência das redes e dos serviços oferecidos no País, como também a relação do saneamento básico com a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida das populações. Apresenta, ainda, o recorte por bacias hidrográficas, fundamental para o entendimento do impacto causado pelas formas de ocupação e uso do território sobre os recursos hídricos. Inclui textos analíticos, gráficos, tabelas e imagens, além de um glossário com a conceituação utilizada. A publicação é acompanhada de CD-ROM.

Atlas Geográfico Escolar.  2004. 204 p., il.; color.

Destinado ao ensino fundamental e médio. Inclui bibliografia, glossário e índice.

Atlas Geográfico Escolar multimídia.  2004. CD-ROM

A disponibilização do AGE em CD-ROM abriu novas perspectivas na divulgação do conteúdo cartográfico para os alunos da segunda fase do primeiro grau e de todo o segundo, ampliando o leque de opções didáticas para os professores de Geografia.

Atlas Nacional do Brasil digital.  2. ed. 2005.

Este DVD representa de forma abrangente, interligada e em diversas escalas, a dinâmica do espaço geográfico nacional, cuja configuração reflete o movimento da população e as formas de apropriação e uso do território. Apresenta bases de dados, mapas, vídeos e gráficos que contemplam temas como meio ambiente, demografia, urbanização, atividades econômicas, entre outros, e constituem um valioso acervo de informações para o entendimento da realidade brasileira. É a melhor relação custo-benefício em termos de acesso às informações cartográficas sobre o território brasileiro.

Meu 1º Atlas.  2005. 144 p., mapas color., il.

Dirigido aos estudantes do Ensino Fundamental. Inclui bibliografia, glossário e índice geográfico. Acompanham 21 mapas referentes as Unidades da Federação.

Atlas Geográfico Escolar.  3 ed. 2006. Escalas variam.  216 p., mapas color., il.

Reúne mapas do mundo, dos continentes, do Brasil e grandes regiões. Enfoca vários aspectos da realidade brasileira e de outras nações, como: diversidades ambiental e cultural, características demográficas, espaço econômico, urbanização, espaço das redes, regionalização, desigualdades socioeconômicas, estrutura da população, recursos naturais, redes de transportes e indicadores econômicos, ambientais e sociais. Contêm em um mesmo volume, informações geográficas, cartográficas e estatísticas, imprescindíveis para o estudo e a análise das dimensões política, ambiental e econômica do Brasil de outros países. Inclui a bibliografia consultada, um glossário com a conceituação utilizada e um índice geográfico com os topônimos citados nos mapas.

Meu 1º Atlas.  2. ed. 2006. 144 p., mapas color., il.

Dirigido principalmente aos estudantes da 1a à 4a série do Ensino Fundamental, este Atlas inicia a criança na alfabetização cartográfica e possibilita o desenvolvimento de habilidades centradas na localização, domínio espacial e representação em mapas. Como estratégia, utiliza o trabalho com mapas mentais – recurso de registro dos espaços vividos através da memória – ampliando as possibilidades de aproximação com a realidade do aluno. Em companhia dos primos Júlia e Bebeto, a criança vai do desenho do trajeto da escola para casa até o mapa-múndi e, nesse percurso, se familiariza com os conceitos, elementos e métodos envolvidos na elaboração de um mapa, aprendendo o uso dos símbolos na representação cartográfica, a importância das legendas, a percepção de escalas diferenciadas, a orientação por pontos cardeais, a função de um aparelho de GPS, o que é aerofotogrametria, entre outras informações. Os textos explicativos são fartamente ilustrados e em linguagem apropriada a essa faixa etária. Contém mapas políticos e físicos do Brasil e do mundo, mapas temáticos sobre a população e o meio ambiente brasileiros, além de sugestões de atividades e dicas para professores. Inclui um glossário com a conceituação utilizada e índice geográfico com os topônimos citados nos mapas. A publicação é acompanhada de um mapa político do Brasil, um mapa estadual com os municípios para colorir, e uma Rosa dos Ventos. Atlas das Representações Literárias de Regiões Brasileiras.  2006. 4 v.

Identifica e representa, através de mapas em diferentes escalas, fotos e imagens de satélite, regiões brasileiras que constituíram elemento marcante da trama de algumas das grandes obras da Literatura nacional, construindo um mapeamento onde a identidade é o elemento central para individualização dos diferentes segmentos territoriais que compõem o quadro nacional. Já foi publicado o primeiro volume desta coleção, que compreende a Campanha Gaúcha, Colônias, Vale do Itajaí e Norte do Paraná. Apresenta, inicialmente, por meio de textos e mapas, cada uma dessas regiões em sua dimensão geográfica, com base na regionalização definida tanto pelo IBGE quanto por outras Instituições, enfocando, a seguir, a dimensão cultural dessas unidades territoriais com base na percepção da região pela Literatura. Essa abordagem é expressa em passagens selecionadas de Érico Veríssimo, Cyro Martins, Simões Lopes Neto, entre outros romancistas, que dão visibilidade ao Brasil Meridional. Inclui mapas localizando a região que emerge dos romances, fotos ou imagens. Em todos os textos estão destacados os termos regionais referentes ao território e seu processo de apropriação, os quais integram um glossário, ao final da obra. Além das quatro regiões brasileiras, a publicação dedica um capítulo exclusivo à área das Missões Jesuísticas no Rio Grande do Sul, que constitui valiosa referência para a compreensão de boa parte dos costumes e tradições da Campanha Gaúcha.

Atlas Geográfico Escolar.  4 ed. 2007. 216 p., mapas color., il.

Reúne mapas do mundo, dos continentes, do Brasil e grandes regiões. Enfoca vários aspectos da realidade brasileira e de outras nações, como: diversidades ambiental e cultural, características demográficas, espaço econômico, urbanização, espaço das redes, regionalização, desigualdades socioeconômicas, estrutura da população, recursos naturais, redes de transportes e indicadores econômicos, ambientais e sociais. Contém, em um mesmo volume, informações geográficas, cartográficas e estatísticas, imprescindíveis para o estudo e a análise das dimensões política, ambiental e econômica do Brasil e de outros países. Inclui um glossário com a conceituação utilizada e um índice geográfico com os topônimos citados nos mapas.

Atlas Geográfico Escolar multimídia.  2. ed. 2007. CD-ROM

Este CD-ROM contém a versão multimídia do Atlas Geográfico Escolar do IBGE, com ilustrações animadas sobre uma das teorias da criação do Universo e da formação dos continentes, bem como conceitos e técnicas em Cartografia, entre outras informações. No mapa político do Brasil, o usuário também pode acessar imagens de cidades brasileiras e flashes de vídeo que retratam a população das capitais, ressaltando as principais características investigadas pelo Censo Demográfico 2000. Além das atualizações efetuadas nos dados estatísticos, o aplicativo disponibilizado permite ao usuário utilizar as bases geográficas contidas neste CD-ROM e carregar bases de outras fontes, a exemplo da edição anterior, bem como imprimir mapas físico-políticos das unidades da federação.

A Fase Atual e o Futuro dos Atlas no IBGE

O desenvolvimento vertiginoso da tecnologia de informação (TI), com a proliferação das redes sociais na Internet, a chegada e a popularização de mídias digitais em velocidades nunca vistas estão forçando agências públicas, com o IBGE, a revisarem suas metas, visando à divulgação de informações cartográficas. O que era, anteriormente, uma prioridade voltada ao estudante e ao pesquisador, atualmente passou a ser também orientada ao grande público. A vinculação do sistema Google às bases de dados do IBGE já é uma realidade, quando se trata de acessar informações georeferenciadas dos municípios brasileiros. Outras vinculações virão, sobretudo as voltadas para o comércio e serviços (vide a opção “vista da rua” no Google), que facilitarão a orientação das pessoas nas malhas urbanas e suburbanas. É importante frisar que o acoplamento desses sistemas de informações às redes de telefonia celular, é algo que já vem ocorrendo em passo acelerado, dotando os novos celulares de “atlas de informações geográficas” de grande capacidade de informações alfa-numéricas e de imagens.

O IBGE terá de se preparar para atender essas demandas de um futuro cada vez mais próximo.

BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, Roberto Schmidt de. A Geografia e os Geógrafos do IBGE no Período 1938-1998. Tese de Doutorado, Instituto de Geociências, UFRJ, 712p, 2000.

BACKHEUSER, Everardo. Tertúlias Geográficas. Boletim Geográfico IBGE, Rio de Janeiro, v. 1,n. 2, pg 05-08, 1943.

NÍMER, Edmon; O’ NEIL, Maria Monica; CORREA, Roberto Lobato.  Projeto Atlas Nacional do Brasil: a concepção teórica. Revista Brasileira de Geografia 50(3),pg 151-158, jul/set, 1988.