A GEOGRAFIA URBANA DO PADRE PERERECA NO LIVRO: 
Memórias para servir à história do Reino do Brasil
Roberto Schmidt de Almeida
Introdução
O livro Memórias para servir à história do Reino do Brasil de Luís Gonçalves dos Santos, o “Padre Perereca” é considerado pelos historiadores brasileiros e portugueses um clássico para o entendimento do que ocorreu em termos político/administrativos durante o período em que d. João VI e sua corte migraram para o Rio de Janeiro (1808) e ele comandou o Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves (1815-1821).
No entanto, à parte de seu conteúdo histórico, uma descrição pormenorizada do tecido urbano da Cidade do Rio de Janeiro nos faz refletir sobre, possivelmente, o primeiro trabalho de Geografia Urbana escrito em terras cariocas.
A estruturação da descrição da cidade organizada pelo autor no segmento introdutório do tomo 1 do livro, ordenando sistematicamente os componentes do sítio urbano do Rio de Janeiro, com uma riqueza de detalhes raramente vista nos trabalhos de Geografia Urbana de épocas posteriores (62 notas, acrescidas de sete adições), nos leva a conjecturar que o Padre Perereca era um atilado observador de sua cidade e possuidor de uma lógica espacial digna de um geógrafo urbano.
Descrições da Cidade do Rio de Janeiro: as visões de Luís Gonçalves dos Santos e de Noronha Santos
. O olhar do Padre Perereca
Após uma breve introdução que explica a organização da obra, dividindo-a em três segmentos temporais, que ele denominou “épocas”:
1- da Felicidade (período da vinda da corte para o Brasil entre 1808 e 1815)
2-    da Honra (período correspondente a 1815, data da elevação do Brasil a Reino Unido)
3-    da Glória (período compreendido entre 1815 e 1821, data do regresso de d. João para Portugal)
O autor explica a necessidade de descrever a antiga cidade do Rio de Janeiro que d. João VI encontrou em 1808, para melhor referenciar os melhoramentos que o monarca instituiu no período de seu reinado no Brasil.
Luís Gonçalves dos Santos analisa os fatos históricos que redundaram na eleição do Rio de Janeiro ao posto de cidade mais importante do Brasil: da fundação da cidade, ao posto de capital do Vice-reino do Brasil em 1763, explicando em breves palavras a questão dos franceses comandados por Villegaignon e a consequente decisão da criação da Capitania Real, que levou à criação da cidade do Rio de Janeiro, no século XVI; a elevação à sede de bispado, no século XVII e à crescente importância como porto exportador do ouro explorado em Minas Gerais, no século XVIII, às tentativas de invasão dos corsários franceses Du-Clerc e Duguay Trouin, em l710el711, e passa a delinear os principais fatores físicos que ordenaram o processo de ocupação urbana.
Explica a contraposição entre morros e planícies alagadas como principal referência geográfica para o sítio urbano, fato que sempre acompanhará as principais ações de reestruturação urbana nos séculos XIX e XX, com a remoção de três morros (Pedro Dias/Senado, Castelo e Santo Antônio).
Descreve as áreas costeiras:
Parte norte
Prainha, Saúde, Gamboa, Alferes e São Diogo (Santo Cristo) e o Mangai de São Diogo (canal do Mangue).
Parte sul
Morro do Castelo (Convento dos Jesuítas); litoral entre Santa Luzia e Outeiro da Glória (Matadouro, Passeio Público -1783; Largo da Lapa; Aqueduto dos Arcos; Praia da Lapa; Praia da Glória; Praia do Flamengo (Uruçumirim); Estrada do Catete; Praia de Botafogo e Praia de Copacabana (Ermida).
Parte central
Morros delimitadores: Castelo, Santo Antônio, Pedro Dias (Senado), São Bento, Conceição e Livramento (Providência).
Delimitadores do litoral: Calabouço (Casa do Trem e Largo do Moura), Praia D. Manuel (atual área da Aeronáutica vinculada ao Aeroporto Santos Dumont), Cais do Largo do Paço (Praça XV), Praia do Peixe, Praia dos Mineiros, Alfândega, Prainha (Praça Mauá).
Armamento principal (Eixos e Praças): Rua Direita (lo de Março), Rua da Vala (Uruguaiana), Largo da Carioca, Rossio (P. Tiradentes), Campo de Santana, Estrada de Matacavalos (Riachuelo) e Estrada de Mata porcos (Estácio), Estrada de São Cristóvão.
Na parte central o autor descreve rua por ma iniciando pelas que estão paralelas à Rua Direita até as que vão além do Campo de Santana (sentido sul-norte) e passa para as que são perpendiculares, começando pelas mas da área do Calabouço até as da Prainha (sentido leste-oeste). São também descritos os principais edifícios (igrejas e prédios públicos) de cada rua, alguns com explicações detalhadas de sua importância e função.
A primeira sequência começa com a Ladeira do Colégio no Morro do Castelo, acesso ao Seminário dos Jesuítas (demolido em 1922), Rua Detrás do Carmo (atual Beco das Cancelas), Rua da Quitanda, Rua Nova do Ouvidor (atual Travessa do Ouvidor), Rua dos Ourives (atual Miguel Couto), Ladeira da Conceição (atual Major Daemon), Largo de Santa Rita, Rua dos Latoeiros (atual Gonçalves Dias), Rua da Vala (atual Uruguaiana), Rua do Fogo (atual Andradas), Rua da Conceição, Rossio (atual Praça Tiradentes), Rua do Lavradio, Rua dos Inválidos, Campo de Santana.
A segunda sequência, no sentido leste-oeste, se inicia com a Rua São José, Rua da Cadeia (atual Assembleia), Rua do Piolho (atual Carioca), Caminho Novo (atual sequência das ruas Visconde do Rio Branco e Salvador de Sá em direção ao Estácio), Rua do Cano (atual Sete de Setembro), Rua dos Ciganos (atual Constituição), Beco da Lapa dos Mercadores, Rua do Ouvidor, Largo de São Francisco de Paula, Rua da Lampadosa (atual do Teatro), Rua do Rosário, Rua do Hospício (atual Buenos Aires), Rua Senhor dos Passos, Rua da Alfândega,
Rua do Sabão (depois General Câmara) e Rua São Pedro (essas duas últimas demolidas por ocasião da abertura da Av. Presidente Vargas em 1943), Rua das Violas (atual Teófilo Otoni), Rua dos Pescadores (atual Visconde de Itaboraí), Largo de Santa Rita, Beco João Batista (também demolida em função da abertura da Presidente Vargas), Beco do Bragança, Beco São João Batista (atual Conselheiro Saraiva), Prainha (atual Praça Mauá), ruas da Prainha e do Aljube (atual sequência das ruas Leandro Martins e Acre), Beco dos Cachorros (atual São Bento), Rua Larga de São Joaquim (atual Av. Marechal Floriano) e Rua da Ajuda, depois denominada Rua Chile (demolida para a abertura da Av. Central – atual Av. Rio Branco).
. O olhar de Noronha Santos
Esse retrato minucioso dos quarteirões do centro fez com que, nos anos 40 do século XX, o historiador Noronha Santos organizasse uma lista de 196 anotações explicativas aos fatos, pessoas e lugares citados pelo Padre Perereca em sua descrição da cidade.
Essas anotações foram incorporadas à primeira edição carioca das Memórias em 1943, juntamente com o prefácio, também escrito por Noronha Santos.
O somatório do texto e das notas do padre, no contexto do início século XIX, com o prefácio e as anotações do historiador da cidade, em meados do século XX, tornou-se uma peça indispensável para a compreensão da evolução urbana do Rio de Janeiro. Fato que por si, já justificaria uma edição especial dessa parte do livro.
Nos anos 50, Brasil Gerson, outro historiador urbano realiza outra proeza de contar a história das principais ruas do Rio de Janeiro, explicando com detalhes a origem e evolução das principais artérias da cidade.
O estudo sistemático dessas três obras dará ao leitor uma perfeita noção da evolução urbana do Rio de Janeiro. Estudo esse que foi iniciado pela visão acurada de Luís Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca.
Quem foi Luís Gonçalves dos Santos (o Padre Perereca)?
Carioca, filho de um português, natural do Porto: José Gonçalves dos Santos com uma brasileira (carioca) Rosa Maria de Jesus, Luís nasceu em 25 de abril de 1767.
Seu pai era ourives, especializado em prata que, após problemas com a concorrência em 1781, decidiu tornar-se agricultor em Suruí (Baixada Fluminense).
Desde menino Luís mostrou-se uma criança muito curiosa e atenta e ao completar sete anos, seu pai em 1774, o colocou aos cuidados do professor José Pinto que, após os primeiros estágios de ensino básico, o recomendou para o mestre Jorge Furtado de Mendonça o qual, após cinco anos de estudo, o aprovou para os estudos superiores (Seminário).
Em 1782, com 15 anos, iniciou seus estudos de filosofia com frei Antônio de Santa Úrsula Rodovalho e se especializou em Teologia Dogmática.
Com 18 anos (1785) iniciou o estudo de grego com João Marques Pinto, importante mestre, que percebendo sua aptidão para a língua, o orientou particularmente; o resultado desse esforço revelou-se logo, pois com dois anos e meio de estudos já traduzia corretamente peças de autores gregos.
Estudou também retórica, poética e geografia com o poeta Manuel Inácio da Silva Alvarenga e filosofia racional e moral com o professor Agostinho Correia da Silva Goulão, o qual substituiu posteriormente.
Foi ordenado aos 27 anos, em 1794, e foi indicado para o magistério no Seminário da Lapa.
Substituiu em 1809 o professor de gramática latina Manuel Felício da Rocha e, paralelamente às atividades de professor, ingressou na política administrativa da cidade como membro do Senado da Câmara (o que corresponde à Câmara dos Vereadores atualmente). Por conta desses afazeres Luís Gonçalves iniciou sua compilação das realizações administrativas e políticas ocorridas no período joanino no Brasil (1808-1821), culminando com a edição do livro Memórias para servir à história do Reino do Brasil em 1825.
Exerceu o magistério até aos 58 anos (1825), quando por problemas de surdez aposentou-se.
Foi elevado a cônego aos 72 anos (1839), posição que exerceu até aos 77 anos, quando faleceu em 1 de dezembro de 1844.
Foi sepultado na catacumba da Igreja de São Pedro (demolida na década de 40 por ocasião da abertura da Avenida – atual Presidente Vargas) onde era tesoureiro dos clérigos pobres.
O Padre Perereca foi um entusiasta do reinado de d. João VI e não viu com alegria a partida do rei em 1821.
Já percebia que a figura de d. Pedro seria a nova liderança no Brasil e que as ligações com o antigo reino iriam se romper mais cedo ou mais tarde.
Além disso, era um forte opositor da Maçonaria, instituição que estava se infiltrando nos altos escalões do governo, a começar pelo próprio d. Pedro.
Foi um polemista feroz e Noronha Santos faz questão arrolar seus principais artigos polemizando com a Maçonaria, defendendo o celibato clerical e combatendo o avanço de outras religiões na sociedade brasileira.
Conclusões
Ao longo dos séculos XX e XXI, outros autores contribuíram com diversos estudos sobre a cidade do Rio de Janeiro.
Questões sobre a evolução da propriedade das terras, infra-estrutura urbana, comentários de viajantes e militares, cartografia e estrutura político/administrativa, além de um romance picaresco, foram alguns assuntos que escolhemos para ampliar o conhecimento sobre a cidade, colocando-os na bibliografia em anexo.
Maurício de Almeida Abreu é um geógrafo que se especializou na história da espacialização da cidade, seu clássico Evolução urbana do Rio de Janeiro (2006) é obra de referência para os estudiosos do Rio de Janeiro. No entanto, para a época em questão, a leitura de seu artigo A Cidade, a Montanha e a Floresta (1992) é de grande importância para se entender as dificuldades de se gerenciar a ocupação urbana num espaço em que os mananciais de água não eram abundantes. Abreu descreve com bastantes detalhes a luta dos cariocas para garantir o abastecimento e distribuição de água para a cidade. Foi, e ainda é, um problema que somente terá solução (?) com uma ampliação da captação no Rio Paraíba do Sul, pois as captações dos pequenos rios da Serra da Carioca (Carioca e Maracanã), e a construção das duas adutoras (Tinguá/Rio d’Ouro) e Guandu já deram sua contribuição e já estão aguardando novas soluções.
Eduardo Canabrava Barreiros organizou, para os festejos do IV Centenário da cidade, o mais detalhado “banco de dados” cartográfico sobre as ruas do Rio de Janeiro. O Atlas da evolução urbana da Cidade do Rio de Janeiro (1965) foi a mais minudente pesquisa sobre a localização das ruas do centro da cidade desde sua fundação até meados dos anos 60 no século XX. E obra que mereceria ser convertida em dados digitais e divulgada através das mídias interativas (CDs, DVDs, ou na Internet), para que os alunos e estudiosos pudessem ter acesso ao processo de evolução urbana do Rio de Janeiro.
O romance picaresco de Ruy Castro, Era no tempo do rei (2007), se inscreve no rol das obras que servirão para chamar a atenção dos jovens para um período histórico que costuma ser visto como sem importância pelos alunos do segundo grau. Um ponto interessante é a descrição dos principais espaços urbanos do Rio, mais ou menos orientada pelas indicações do Padre Perereca, que aparece como figurante do romance.
O Rio de Janeiro setecentista, do arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti (2004), traça um panorama bem detalhado da cidade no século anterior à vinda da corte de d. João e nos dá uma visão clara do que era a cidade que iria receber a incumbência de ser a capital do reino no início do século XIX. O autor também ampliou a polêmica sobre o número de pessoas que vieram com d. João, reduzindo drasticamente os tão falados 15.000 para 500 pessoas. Essa controvérsia ainda está em andamento em função das dificuldades de se concentrar todas as fontes estatísticas (portuguesas, inglesas e brasileiras) num único banco para evitar superposições de dados.
Memórias da Cidade do Rio de Janeiro, de Vivaldo Coaracy, escrito em 1955 e reeditado em 1965, por ocasião do IV Centenário da cidade é uma espécie de introdução ao Rio de Janeiro, pois dá um panorama das principais áreas de cidade, seus mais importantes monumentos arquitetônicos (igrejas e prédios públicos), seus principais atores (com ênfase nos escravos) e nas práticas sociais (com ênfase nas religiosas).
As duas compilações de depoimentos de viajantes e militares que estiveram no Rio de Janeiro entre 1531 e 1808 foram a principal
contribuição de Jean Marcel França à história da cidade (2000). É interessante acompanhar os olhares dos estrangeiros, principalmente entre os séculos XVIII e XIX, período em que a cidade se torna um porto importante no Atlântico sul, principalmente as impressões de James Cook em sua viagem de circunavegação (1768) e dos fundadores da Austrália em 1787 (Arthur Phillip, John White e Wathin Tench), que faziam do porto do Rio uma escala fundamental para o acesso ao oceano Índico. Cabe ressaltar também os depoimentos dos oficiais franceses e de seu comandante René Douguay-Trouin sobre a invasão da esquadra francesa ao Rio em 1711.
A obra Os donos do Rio em nome de Deus (1999), de Fania Fridman, é o resultado de uma pesquisa sobre a estrutura fundiária do Rio de Janeiro. Foi, sem dúvida, a melhor contribuição ao estudo da propriedade da terra urbana e rural do que seria o atual município do Rio, com ênfase nas propriedades do estamento religioso (irmandades e ordens). A organização dos mapas tornou-se uma referência para os estudiosos da organização urbana da cidade.
Em 1955, o historiador Brasil Gerson, gaúcho, descendente de holandeses, cujo nome verdadeiro era Brasil Görresen, editou História das ruas do Rio. De certa forma, seria uma compilação das principais ruas da cidade, ampliando o escopo da obra do Padre Perereca e alcançando áreas onde o texto do Luís Gonçalves do Santos não cobriu. No entanto, o esforço de contar a história de todas as ruas do Rio não seria alcançado, em virtude do grande número de ruas que, ao longo dos anos é corriqueiramente ampliado pela evolução da cidade. Atualmente os bancos de dados do Instituto Pereira Passos possuem informações sobre todos os logradouros (Projetos de Alinhamento – PAs), mas não com uma história acoplada, com no livro de Gerson. É um bom exercício
para o conhecimento da evolução da cidade fazer uma comparação entre os textos de Perereca e de Gerson.
Manuel de Oliveira Lima, em 1909, editou a primeira edição da obra D. João VI no Brasil. Foi o primeiro trabalho de pesquisa, com o devido afastamento temporal, do período joanino feito por um historiador profissional, após a obra do Padre Perereca. O livro já está em sua quarta edição (2000). É de suma importância comparar os dois textos. Um, escrito no “calor da hora” por um representante do Senado da Câmara e aliado fervoroso de d. João VI e outro, por um acadêmico especializado, com um distanciamento de 100 anos.
O texto de Adèle Toussaint Samson poderia estar nas compilações de Jean Mareei França, mas foi publicado em 1883 em Paris e no Rio e conta as experiências de uma francesa que chega ao Brasil no ano da ida de d. João VI para Portugal e vive o Rio de Janeiro do período da Independência. Relata a perplexidade de uma cidadã parisiense ao novo urbano quase africano que encontrou na cidade.
Por fim, o livro de Noronha Santos Freguesias do Rio Antigo, editado em 1965 para as comemorações do IV Centenário da cidade. É uma obra de fôlego, onde são destacadas todas as freguesias (espaços que definiam jurisdições administrativas e religiosas) da cidade, com suas histórias, logradouros e monumentos. É, de certa forma, uma continuação de seu trabalho de 1943 no livro de Luís Gonçalves dos Santos o “Padre Perereca”.

Referências bibliográficas
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