Roberto Schmidt de Almeida

Entrei em contato com o montanhismo aos 19 anos, em 1965, embora já houvesse trilhado algumas caminhadas com meu irmão (seis anos mais velho) na Floresta da Tijuca e no Grajaú, onde morava.

O contato foi duplamente estranho. Um colega da White Martins me falou que subia o Pão de Açúcar “na unha” e eu fiquei curioso. Marcos Coelho era sócio do Guanabara e quando me informou sobre o endereço do “Clube”, mais curioso fiquei, pois eu morava numa rua paralela e só conhecia o Grajaú Tênis e o Grajaú Country. A primeira estranheza aconteceu ao perceber que o tal “Clube” era uma residência familiar e que o Guanabara ocupava uma edícula no quintal da casa, onde eram guardados os materiais (cordas, barracas e outros trecos). A área social acontecia num alpendre na parte dos fundos da casa principal, e o pessoal, nessa época já bebia cerveja, mas eu soube depois que, anteriormente, a turma gostava mesmo era de “Morfético” (uma beberagem de groselha), pois o dono da casa (Seu Osvaldo) não gostava de rapazes alcoolizados!

Eu cheguei, cumprimentei os presentes e perguntei sobre a história de Pão de Açúcar “na unha”? Indicaram-me a edícula e lá estavam dois homens, um bem jovem e outro mais velho. Conversavam sobre uma escalada que haviam feito no sábado anterior (Stop) e planejavam uma para o próximo sábado (K2). Na minha mais completa ignorância sobre tais nomes, fiquei tal qual a piada do “o papagaio do português (a coruja) ” que não fala, mas presta uma atenção!!!! O mais velho (Gustavo Montenegro), percebendo minha curiosidade me pergunta se eu conhecia escalada em rocha. Eu expliquei que sobre escaladas, eu havia lido uma condensação do livro do Herzog sobre a ascensão ao Anapurna na Seleções do Readers’s Digest e sabia da conquista do Everest e era só!

Montenegro riu e disse que o que eu “conhecia” eram aventuras de alta montanha e que no Rio de Janeiro o que era praticado era a modalidade de escalada em rocha e que era bem diferente, mas mais fácil, pois necessitava de poucos equipamentos e não fazia frio. Rapidamente me falou de uma escalada que ele iria levar o jovem que estava ali (Antônio Neri Camelo) no próximo sábado, pois ele havia se saído muito bem na escalada anterior e me perguntou se eu gostaria de ir também? Eu disse que não sabia muito sobre isso, mas que estava disposto a aprender, porém não tinha equipamento algum e nunca tinha visto os tais equipamentos. Montenegro me tranquilizou o clube tem os equipamentos… “- a única coisa que você terá de comprar é um par de “Alpargatas Roda”, molhá-las para tirar a goma da sola e levá-las no sábado dentro de uma mochila pequena… não se esqueça de levar água para beber”.

Montenegro foi para dentro da edícula e trouxe os “equipamentos”: uma corda de sisal grossa, que deveria ter uns 40 metros, um cordelete onde estavam alguns “mosquetões” pendurados e uma corda de diâmetro mais fino e menor (algo como 1,5 m), que ele me apresentou como “solteira”. Na parede da edícula haviam alguns pregos fixados e Montenegro nos mostrou como se fazia uma costura e como se limpava a via. É importante ressaltar que tudo isso foi feito com os três no chão, sem nenhuma preocupação de lembrar que esses procedimentos seriam feitos “de uma maneira bem diferente” daquela, quando estivéssemos na pedra. Mas isso deveria ser irrelevante no momento!

Expliquei que, como saía cedo de casa para trabalhar, eu iria pedir à minha mãe que comprasse as alpargatas na sexta de manhã e as colocasse de molho, para que no sábado elas já estivessem secas. Montenegro disse que mesmo que elas não tivessem de todo secas, não atrapalhariam a escalada, além disso, eu só colocaria as alpargatas na base. Tudo isso acertado, fomos para a área social e aí eu percebi uns olhares estranhos de preocupação por parte de alguns, mas ninguém avisou nada ou não chamaram a atenção do Montenegro sobre o que poderia acontecer no K2. Os três estavam tranquilos, como se fosse hoje ir ao Branco ou a um Campo Escola.

No sábado de manhã, fui pegar o bonde de Santa Teresa que ia até o Silvestre e de lá caminhamos pela via férrea e pela estrada até uma curva, onde pulamos o alambrado e entramos na mata do contraforte do Corcovado. O caminho era bem precário e com muito lixo que era jogado lá de cima do monumento, por turistas e pelo pessoal que trabalhava lá. Finalmente chegamos a tal “base” e aí eu percebi que estava entrando numa “ROUBADA” das boas! Para quem nunca praticou escalada em rocha, a visão da “base” do K2, decididamente, não é a mais indicada! Até hoje escaladores experientes olham a coisa com respeito! É uma sensação impactante!

Você sai da mata e se posiciona num diedro quase vertical e aí você percebe que você vai subir naquele diedro fazendo um procedimento chamado “oposição pela direita” (mão direita dentro da fenda e puxando para fora, pé esquerdo procurando umas rachaduras e tendo que ficar o mais aberto possível, pois a rocha te empurra para fora [para esquerda] e a mão esquerda tentando acompanhar a direita para progredir. Quando o pé esquerdo estiver estabilizado, progrida com o direito e assim por diante…). É importante lembrar que até o lance dos “Dez Mais” existem seis grampos e que essa sequência é considerada no Guia do Daflon e Delson[1] como V, III e IV sup. graus e por isso o pessoal hoje protege com equipamento móvel (camalots ou stopers), veja fotos na pag. 105 e croqui na 108. Mas isso eu só percebi na hora!!! Aí bateu duas sensações…

Minha sorte foi que antes de nós estavam duas cordadas do CERJ, sendo que numa delas, duas moças estavam escalando. As meninas eram bonitas e escalavam muito bem… A primeira foi a curiosidade de ver duas moças na pedra e a segunda o machismo… que, a meu ver, naquele momento, foi positivo… ”se elas podem fazer eu também posso!!”  Montenegro ia explicando as manobras que as meninas faziam e aquilo foi uma aula incrível! Hoje eu penso que, talvez eu e o Antônio Neri Camelo só tivéssemos feito o K2 naquele dia, por conta dessa turma do CERJ, que nos deu uma aula de procedimentos ao vivo (costurar e descosturar os seis grampos com aquela inclinação não é moleza!)[2].

Naquela época, logo depois da horizontal que se inicia na parada dos “Dez Mais” havia um cabo de aço, que nos levava bem próximo ao lance do Palavrão (que foi retirado) e que atualmente nos revela o lance do Crucifixo (IVsup). No Palavrão foi à vez do Montenegro explicar bem o lance e nós dois fizemos sem grandes dramas. O problema maior para mim foi a reta final em micro agarras (IVsup), pois as alpargatas não obedeciam às ordens de minha cabeça e tive de subir a metade em fixa.

Ao chegar lá em cima, após as saudações de praxe o Montenegro resolveu descer de bondinho, pois a namorada o esperava. Com ele desceram também as moças do CERJ. Nós dois ficamos no monumento e nos encontramos com um senhor que havia participado da segunda cordada do CERJ. O resto do pessoal havia descido de bondinho e ele estava sozinho, bebendo uma cerveja no bar do monumento. Logo nas apresentações ele indagou sobre nossas pessoas, pois não nos conhecia da Montanha. Eu disse candidamente que não seria possível conhecer-nos, pois aquela era a nossa primeira escalada (aliais a minha primeira, pois o Camelo já havia feito a Stop no sábado passado). O cara se assustou e disse que o Montenegro era um maluco irresponsável por levar dois inexperientes numa escalada de IV e V graus. Para piorar as coisas eu perguntei o que era essa história de graus?

O fato positivo disso foi que esse senhor acabou sendo o meu “Pai da Montanha” e que me fez entrar também para o CERJ em 1968, assim como eu entrei para o CEG em 1966. Seu nome: Thiers de Almeida Meireles. Ele me incentivou a escalar descalço e abandonar as alpargatas, me treinou para ser seu primeiro de cordada, me dando dicas de lances que eu não conhecia e fazia à vista. Ajudou-me na escolha de equipamentos (foi por uma carta dele que a Au Vieux Campeur nos enviou um pé de cada vez [amostra] de uma bota Trappeur Mixte para não pagarmos impostos alfandegários). Foi por ele que conheci Raimundo Minchetti e participei da primeira parte da conquista do Bolha D’água[3] (o lance da fenda de meio corpo logo no início).

Em paralelo, no final de 1967 chegaram ao CEG Harald Friedrich e Elena Campelo para dar à primeira ETG do Guanabara auxiliados por Guilherme Ribeiro de Menezes que terminou em 1968 formando 14 guias de caminhada e escalada, completada com uma viagem a Bariloche no início de 1969.

Mas antes disso, o Montenegro nos preparou outra ROUBADA ao programar um Paredão Marumbi[4] para quatro (ele, Yolanda, Camelo e eu) e na última hora resolveu levar mais três participantes sendo que dois não tinham feito nada antes. Em outras palavras o que seria duas cordadas de dois tornou-se duas cordadas: uma de três (Eu, Camelo e Yolanda) e outra com quatro (Montenegro, Luís Pequeno e o casal inexperiente). A brincadeira custou-nos 26 horas de pedra e muito stress: eu com muitas mordidas de marimbondo e uma queda da Yolanda por erro de procedimento na troca de posição dos mosquetões feita pelo Camelo (felizmente sem grandes consequências). Quando Harald chegou ao CEG, eu dei graças a Deus por escalar com um guia normal e não um ás que escalava solando, pois Gustavo Montenegro não se preocupava se o participante daria ou não uma segurança. Ele se garantia! Nesse período comecei a namorar a Laize, que conheci no CEG e entrei para o curso superior de Geografia na UFF em Niterói (1968-1971).

Após o curso de guia, no início dos anos 70, eu me dividi entre o CEG e o CERJ e escalava também com o Waldinar Menezes (Vavá), que, como eu, também se dividia entre o CEG e o CERJ. Vavá foi o meu companheiro de K2 (devemos ter feito juntos dezenas de vezes e sob variadas condições: noturnos com lua cheia, rapidamente…etc…). Além disso, o Thiers nos levava para locais aonde a sua famosa Kombi ia bem e a região de Três Picos era uma delas, além do Cão Sentado (Friburgo), o PNSO, Itatiaia, Niterói (Itacoatiara) e Jacarepaguá. Foi o período que escalei também com Salomith, Zé Luiz (que me levou na Silvio Mendes e no Paredão Paraguaio), Carlos Russo, Minchetti, Claudinho, Pelegrini e Carrozzino (troca dos cabos na Passagem dos Olhos). Vavá acabou se tornando um dos melhores escaladores daquela geração. Esse também foi o período de meu primeiro casamento com Leila Borges (que levou nove anos e terminou em 1980).

No período entre 1968 e 1975 minha vida de fins de semana somente se reportava à montanha. No CEG conheci figuras incríveis: Manuel Armando, Dacran Martignoni, Celso Bolha[5], Felinto (o distraído)[6], a dupla Divina Comédia (Dante & Alijiere), Sebastião, Magno Rocha e Neyde, Anselmo Pires (e suas aulas de posicionamento de estrelas), Suelly (organizando os acontecimentos sociais), Luiz Pequeno (também colega da White Martins), as irmãs Rosa (que casou com Dacran) e Lays e Janete (que casou com Luis Pequeno) e Lenyr, além de Sionil, Prefeitinho, Idalina, Joselina, Divaldo Amorim (ótimo escalador), Yolanda (minha companheira de pedras, mas que tinha pavor de cobras), Camelo e sua namorada loirinha (era linda!), Teresa (do Felinto), Sergio Arouca (da FioCruz, que já havia se afastado, mas que de vez em quando aparecia), Dona Dalva e Seu Osvaldo (onde tudo começou….), Armando Shubart (que também retornou às montanhas em 2006), os irmãos Maline, o  Celso Romanelli, o Gil Botelho, Vera Virgiano , Hercília (irmã do Manuel Armando), a Zilda (hoje no CEB, perambulando pela Floresta da Tijuca) e tantos outros que a memória apagou…

O início dos anos 80 marcou o período de gradual de meu afastamento das escaladas e dos clubes de montanha, mas não das caminhadas, que continuava fazendo sozinho. É o período do segundo casamento com Sonia Rocha e do nascimento, em 1984, de nossa filha Monica.

O segundo período se inicia, paradoxalmente, por um tratamento fisioterápico para resolver um problema de inflamação crônica dos joelhos nos anos 90. Minha filha já estava na fase de fazer atividades de montanha e eu, com os joelhos estropiados não podia levá-la. O ortopedista me aconselhou uma fisioterapia com cadeira extensora e flexora. Mas disse que eu só sentiria uma melhora em três ou quatro anos. O que realmente aconteceu, mais ou menos em 2002 e 2003 (período que minha filha fez o vestibular para Medicina Veterinária na UFV em Viçosa). Esse também marcou o período de minha aposentadoria no IBGE e o ingresso na UERJ como professor contratado, além de trabalhar em consultorias com minha esposa na FGV e na Enciclopédia Encarta da Microsoft. Foi o período em que senti que minhas pernas ficaram novamente em forma e resolvi voltar às pedras.

A primeira vítima que agarrei foi a Marta Zampieri que estava num grupo de trabalho da FEMERJ na Urca e ela topou me ensinar os procedimentos e materiais novos: sapatilhas, ATC, backup, capacete, prussik, jumar eram coisas novas para mim, embora sempre que ia à França passava na Aux Vieux Campeur e trazia o catálogo de verão e me inteirava das novidades, mas de forma teórica, agora não! Era para valer mesmo! E aí tomei coragem para voltar ao CEG e ao CERJ. Primeiramente ao CEG e percebi que muita coisa havia mudado desde o início dos anos 80, quando me afastei (era o início da era Caliano/ Juratam, que cheguei a escalar com eles). A turma agora era outra: Ivan (o melhor organizador de grandes passeios do CEG) , Flavinho, Trindade, Luiz Alberto (e sua farmácia fantástica), Fred Noritomi, Beto, Altair (um grande amigo que infelizmente mora longe), Giuliano (meu ilustre causídico), Luciano ( e a fantasia da filha [minhoca radioativa] que eu consegui vestir num “Só o Cume Interessa” memorável), Xuxu, Sblen, Francesco Play, Molica, Saraiva (a tranquilidade em caminhadas), Ana Maria (a melhor dançarina de tango do CEG), Fau, Monica Rache (e suas festas memoráveis), Monique, Dione e Nicole (e as lembranças do P3 e M2),  Alexandre (Careca), Rodolfo, Elizete, Ricardo Penna (e a escalada sem sapatilha), PJ e Kely (muitas caminhadas) , Padilha, Eliel, Mario Sena, Ronaldo, Carlinha Vieira, Teresa Aragão (e a Espeleologia e canoagem), Juliana Fell e o seu austríaco Gerd, Perla Vilani, Reinaldo Hingel e Monica (e as fotos incríveis), Samara (e sua alegria), Batman (e as lembranças da Decisão), Alfacinha (e o M2), Julia e o Quarteto Birita (as caminhadas no PNSO e em Sana) e muitos outros que a memória me falta.

A primeira grande aventura nesse retorno foi uma caminhada na Serra dos Órgãos com o Fred Moritomi[7] em 2005. Depois foram escaladas de treino e um CBM para fixar o aprendizado e no final do ano, foi quando resolvi tentar voltar ao K2[8] e como não tinha a “cara de pau” de solicitar essa empreitada aos meus novos companheiros, decidi por fazer com um guia profissional de primeira linha, o Flávio Daflon (a experiência está registrada no Boletim do CEG).

Uma outra vontade era voltar ao Dedos de Deus, mas percebi que necessitava de treinamento, nessa fase o João Molica e o Waldecy foram os que me ajudaram na preparação. Muitas coisas se passaram até que no Dia dos Pais de 2009, um grupo de guias “da pesada” me guiou ao Dedo de Deus[9]. Nessa empreitada estavam Boris, Sblen, JP (CERJ), Xuxu e a eslovena Dana. Foi um Dia dos Pais memorável! Ainda cheguei a tempo de ir jantar com a família na Cantina Policarpo e contar a aventura! Como eu conto no artigo do Boletim, foi um verdadeiro “Tour de Force” onde muitas pessoas me deram força e me treinaram de muitas maneiras.

Mas já no Dedo, eu percebi que a perna esquerda não estava respondendo a contento, tanto que o Sblem me ajudou em dois lances, colocando minha perna na posição adequada. O problema está se agravando e eu pude perceber isso na tentativa de voltar ao K2 (setembro de 2013) com o Boris e a Rafaela (a perna esquerda não ia mais de que alguns centímetros já no primeiro lance e tive de abortar a aventura).

Mas como os amigos de fé não esmorecem, Boris, Carrozzino, Rafael e Zé Kili se dispuseram a me treinar nas aderências para tentar encarar a Aperitivo, no Escalavrado. Acabamos fazendo a metade da Aperitivo com o Rafael, Zé Kili e Márcia D’Ávila meses antes da operação da prótese.

Em tempo, a recuperação da trilha da Dona Erna foi também uma incrível empreitada dos meus amigos do CEG e CERJ e a continuação do projeto “Caminhada dos Veteranos da Montanha” (já na sua terceira versão) continua a crescer, com o planejamento (para o ano que vem) de camisetas alusivas à data, tal qual uma ATM dos velhinhos!

Com o Carrô, já fizemos duas Antares (Catacumba), a Como Nascem os Anjos e a metade da Depois do Pôr do Sol (Contraforte do Corcovado na Viúva Lacerda), além de muitas caminhadas em Jacarepaguá e Floresta da Tijuca.

Um pouco antes da operação o Bugim e o Breno me convidaram para a realização de um sonho antigo… uma conquista em homenagem ao meu “pai da montanha” Thiers Meireles! A via fica no Morro de São João Batista, atualmente um verdadeiro parque de diversões dos escaladores.

Coincidentemente, na mesma época, os alunos da Escola de Guias do CEG me homenagearam com uma via no Contraforte do Perdido do Andaraí e fui lá fazer a via com uma galera dos dois clubes que sempre pertenci. Rodrigo, Jorge, Alvim, Batman

Em setembro de 2015 fiz a operação de colocação de uma prótese na cabeça do fêmur esquerdo e passei vários meses fazendo fisioterapia para voltar às montanhas. Minha primeira volta foi com a turma de reflorestamento do Pão de Açúcar coordenado pelo Sávio na base do Lagartão e sobre a supervisão do Rafael e Zé Kili. Minha primeira escalada foi com o Zé Kili num Campo Escola em Laranjeiras, debaixo de um calor de matar, numa comemoração dos clubes CEG/CERJ. Participei também de outra grande invasão interclubes no Morro de São João Batista e escalei a Thiers Meireles com o Alvin do CEG.

No início de 2016 o Waldecy me pediu para que eu ficasse como presidente do CERJ, para que ele desse uma descansada na parte administrativa e pudesse cuidar mais das excursões (o que, aliais, está bombando em 2016)! Mas com a ajuda de Monica Esteves, Zé Kili, Puppin, Solange, Carlos, Ilana, Gisele e Carla e o auxílio de Jana e Mirian Gerber as coisas no CERJ estão caminhando bem… (pelo menos a geladeira está sempre cheia nas reuniões) !!!

Ainda espero poder participar do meu grupo de caminhantes dos domingos no PNT (Milena, Carrô e Layla, Monica Esteves, Jandira, Solange Conde, Gisele Puppin, o casal Vizintini, Bacelar, Miriam Gerber, Sandra, Jandira, Rachel, Marinete, Patricia Rocha, Marcia Aranha, Marcia D’Avila, Zilda, Andreza, Teresa Rocha, Zé Kili, Arthur, Velho e muitos outros.

Tenho alguns planos para 2016 e demais anos seguintes: tentar voltar ao K2, fazer o Dedo, Aperitivo, Travessia em duas noites, voltar a Itatiaia… e muitas outras virão até me restar o Branco (como o Salomith), ou as escadas do meu prédio, mas eu continuarei subindo até as forças acabarem, pois esse foi o meu destino nessa vida, e estou muito satisfeito com ele.

Aos amigos antigos e novos que a cada ano (por conta dos CBMs e CBEs) aumenta e se diversifica, o meu muito obrigado por compartilhar a montanha com vocês todos esses anos.

Roberto Schmidt de Almeida

Sócio do CEG (1966) e do CERJ (1968)

[1] Daflon, Flávio & Queiroz, Delson, Guia da Floresta: escaladas no Maciço da Tijuca, Cia da Escalada, 2012, 2ª edição.

[2] Boletim do CEG de maio de 2005, A Primeira Escalada A Gente Nunca Esquece.

[3] Daflon & Queiroz, pg 58.

[4] Op cit., pg 73-76 e Boletim do CEG de Julho de 2005, A Incrível Escalada do Paredão Marumbi que levou 26 horas.

[5] Boletim do CEG de março de 2005, Uma Pedra da Gávea Portuguesa com Certeza.

[6] Boletim do CEG de janeiro de 2006, A Travessia do Parque de Itatiaia: As aventuras de Felinto – o Sortudo.

[7] Boletim do CEG de fevereiro de 2006, O Retorno de JediSchmidt.

[8] Boletim do CEG de março de 2006, O Retorno ao K2.

[9] Boletim do CEG de setembro de 2009, Retorno ao Dedo de Deus 34 anos depois.